Aceitar Como Ato de Consciência
Aceitar, neste ponto da obra, precisa ser entendido como ato de consciência.
Não como libertação completa.
Não como tranquilidade plena.
Não como ausência de dor.
Não como capacidade de seguir sem olhar para trás.
Esses temas aparecerão com mais força em outro momento da jornada.
Aqui, aceitar é primeiro reconhecer.
Reconhecer a realidade.
Reconhecer a resistência.
Reconhecer o apego.
Reconhecer a tentativa de controle.
Reconhecer o cansaço de brigar com o que já é real.
Essa aceitação inicial é mais silenciosa do que grandiosa.
Ela pode acontecer em uma frase interna.
Eu sei que isso aconteceu.
Eu sei que isso mudou.
Eu sei que estou resistindo.
Eu sei que ainda tento reescrever essa história.
Eu sei que uma parte de mim continua presa ao que poderia ter sido.
Eu sei que negar isso está me cansando.
Essas frases não resolvem tudo.
Mas retiram a pessoa da negação completa.
E sair da negação já é um movimento importante da consciência.
Extraído de
Volume I — Consciência
Capítulo 11 — Aceitar Cansa Menos Que Resistir