Todo padrão repetido possui alguma raiz
Todo padrão repetido possui alguma raiz. Pode ser uma crença. Uma dor. Um medo. Uma necessidade. Uma conclusão antiga. Uma forma de autoproteção. Um papel aprendido. Uma narrativa sobre si mesmo. Enquanto a raiz continua ativa, os sintomas podem mudar, mas a estrutura permanece. A pessoa pode lidar com um conflito específico, mas outro semelhante aparece. Pode se afastar de uma situação, mas outra desperta a mesma reação. Pode prometer que não aceitará mais certas coisas, mas, quando se vê em um contexto emocional parecido, volta a agir do mesmo modo. Isso acontece porque o problema visível nem sempre é a raiz. Às vezes, ele é apenas a expressão dela. Um excesso de controle pode ser expressão de medo. Uma dificuldade de confiar pode ser expressão de dor. Uma necessidade constante de agradar pode ser expressão de medo de rejeição. Uma fuga repetida pode ser expressão de insegurança. Uma reação agressiva pode ser expressão de defesa. Um silêncio constante pode ser expressão de culpa. Se a pessoa olha apenas para o comportamento, pode se perder. Mas, quando começa a perguntar pela raiz, o olhar aprofunda. Por que isso se repete? O que esse comportamento está tentando proteger? Que medo está por trás dessa resposta? Que dor ainda tenta organizar minha postura? Que crença sustenta essa atitude? Essas perguntas não pertencem à superfície. Pertencem à segunda parte da jornada. Ao aprofundamento do olhar. Porque agora o leitor não está apenas vendo que algo acontece. Está começando a perguntar por que aquilo insiste em acontecer. Essa pergunta muda o nível da consciência.
Extraído de
Volume I — Consciência
Capítulo 9 — O Que Não É Enfrentado Se Repete