A Pergunta Que Interrompe a Evasão
Existe uma pergunta simples que pode atravessar muitas justificativas:
O que você ainda evita?
Essa pergunta não precisa ser respondida rapidamente.
Ela precisa ser levada a sério.
Porque, quando feita com honestidade, ela alcança lugares que a explicação comum não alcança.
O que você evita pensar?
O que evita sentir?
O que evita admitir?
O que evita conversar?
O que evita decidir?
O que evita lembrar?
O que evita nomear?
O que evita reconhecer sobre si?
Cada uma dessas perguntas pode abrir uma camada.
Talvez a pessoa perceba que evita uma conversa externa.
Mas, antes disso, evita uma verdade interna.
Talvez perceba que evita uma decisão.
Mas, antes disso, evita a responsabilidade de admitir que já sabe algo.
Talvez perceba que evita uma dor.
Mas, antes disso, evita reconhecer o quanto essa dor ainda influencia sua vida.
Talvez perceba que evita um limite.
Mas, antes disso, evita a culpa que sente quando pensa em se preservar.
A pergunta revela porque não permite que a pessoa permaneça apenas na superfície.
Ela obriga o olhar a ir para o ponto de desvio.
Para o lugar onde a consciência costuma mudar de caminho.
Muitas vezes, aquilo que evitamos está escondido justamente atrás de frases prontas.
Não é nada.
Depois eu vejo.
Isso já passou.
Não quero problema.
Melhor deixar assim.
Eu sou assim mesmo.
Extraído de
Volume I — Consciência
Capítulo 8 — O Que Você Ainda Evita