O fim da autossabotagem, neste volume, começa quando você en
O fim da autossabotagem, neste volume, começa quando você enxerga.
Enxerga que não é seu inimigo.
Enxerga que existe um padrão.
Enxerga que algumas escolhas parecem pequenas, mas enfraquecem.
Enxerga que o conhecido nem sempre é verdadeiro.
Enxerga que narrativas antigas continuam tentando definir o presente.
Enxerga que máscaras podem proteger vínculos, mas também preservar padrões.
Enxerga que a comparação desvia o olhar.
Enxerga que o excesso de cobrança pode virar outra forma de sabotagem.
Enxerga que a nova versão de si ainda pode assustar.
Esse enxergar não encerra tudo de uma vez.
Mas encerra a invisibilidade.
E isso é muito.
Porque tudo que permanece invisível continua comandando sem ser questionado.
Quando a autossabotagem é invisível, a pessoa se confunde com ela.
Acredita que é fraca, incapaz, instável, destinada a repetir.
Mas, quando ela começa a ser vista, deixa de ser identidade e passa a ser mecanismo.
Mecanismos podem ser observados.
Podem ser compreendidos.
Podem ser nomeados.
Podem ser revistos em outro momento da jornada.
Mas primeiro precisam deixar de parecer essência.
Extraído de
Volume I — Consciência
Capítulo 19 — O Fim da Autossabotagem