A Presença que se Confunde com Obrigação
Durante muito tempo, muitas pessoas aprenderam que estar presente significava estar sempre disponível.
Disponível para ouvir.
Disponível para ajudar.
Disponível para responder.
Disponível para resolver.
Disponível para participar.
Disponível para acolher.
Disponível para atender expectativas, mesmo quando já não havia energia suficiente.
Essa postura, muitas vezes, nasce de uma intenção boa.
A pessoa quer contribuir.
Quer apoiar.
Quer ser útil.
Quer evitar que alguém se sinta sozinho.
Quer ser vista como alguém confiável.
Quer demonstrar consideração.
E tudo isso pode ter valor.
A vida precisa de presença.
Relações precisam de apoio.
Vínculos precisam de reciprocidade.
Nenhuma pessoa amadurece se tornando indiferente ao mundo.
O problema começa quando a disponibilidade deixa de ser escolha e passa a ser obrigação silenciosa.
Extraído de
Volume II — Responsabilidade e Escolha
Capítulo 11 — O Fim da Disponibilidade Excessiva