O Medo do Primeiro Movimento
O primeiro movimento costuma assustar.
Não porque ele seja sempre grande.
Mas porque rompe uma lógica antiga.
Quando a pessoa começa a se posicionar, mesmo internamente, algo dentro dela percebe que a antiga forma de viver está sendo questionada. E tudo que é conhecido oferece uma espécie de segurança, mesmo quando pesa.
O padrão antigo é familiar.
A máscara é familiar.
A culpa é familiar.
A espera é familiar.
O excesso é familiar.
A autossabotagem é familiar.
Por isso, escolher diferente pode parecer estranho no início.
Não necessariamente errado.
Estranho.
A pessoa pode sentir medo de desagradar. Medo de errar. Medo de perder uma imagem. Medo de ser julgada. Medo de descobrir que não sabe viver fora do padrão antigo. Medo de começar e não conseguir continuar.
Esse medo não significa que a escolha esteja errada.
Significa apenas que algo novo está sendo tocado.
O Volume II precisa tratar esse medo com maturidade.
A ação não nasce sempre cheia de confiança.
Muitas vezes nasce com insegurança.
Nasce com dúvida.
Nasce com receio.
Nasce sem aplauso.
Nasce sem garantia de que todos entenderão.
Mas nasce porque a consciência já tornou impossível fingir que nada precisa mudar.
Extraído de
Volume II — Responsabilidade e Escolha
Capítulo 1 — Consciência Exige Ação