Alguns “sins” não nascem de escolha
Alguns “sins” não nascem de escolha.
Nascem de reflexo.
A pessoa escuta um pedido e responde antes de pensar.
Recebe uma mensagem e já se sente obrigada a agir.
Percebe uma expectativa e já começa a se adaptar.
Alguém precisa de ajuda, e ela se coloca imediatamente disponível, mesmo sem avaliar se aquilo cabe em sua vida naquele momento.
Esse automatismo pode parecer generosidade.
Mas nem sempre é.
Às vezes, é apenas um padrão antigo funcionando sem consciência.
O sim automático costuma nascer de associações internas repetidas.
Se eu negar, vou decepcionar.
Se eu demorar, vão interpretar mal.
Se eu não ajudar, vou parecer egoísta.
Se eu não participar, vão se afastar.
Se eu não estiver disponível, meu valor diminui.
Extraído de
Volume II — Responsabilidade e Escolha
Capítulo 11 — O Fim da Disponibilidade Excessiva