As justificativas que mantêm tudo igual costumam ser repetid
As justificativas que mantêm tudo igual costumam ser repetidas muitas vezes.
E, quanto mais repetidas, mais parecem verdade.
Mas o fato de uma explicação ser antiga não significa que ela ainda seja honesta.
Talvez ela tenha servido em outro momento.
Talvez tenha protegido uma fase.
Talvez tenha ajudado a pessoa a atravessar uma dor.
Mas agora a consciência pergunta:
isso ainda é verdade?
Ou apenas continua sendo usado para não olhar?
Essa pergunta é uma das portas do confronto interno.
Porque coloca a pessoa diante da própria narrativa.
A narrativa que ela construiu para explicar quem é, por que age assim, por que evita, por que repete, por que permanece.
Algumas narrativas precisam ser respeitadas.
Outras precisam ser revistas.
Não para apagar a história.
Mas para impedir que uma explicação antiga continue mantendo tudo igual.
O confronto interno começa quando a pessoa para de proteger automaticamente suas justificativas.
E passa a examiná-las com mais verdade.
Extraído de
Volume I — Consciência
Capítulo 10 — O Início do Confronto Interno