Nem toda ausência de conflito é tranquilidade
Nem toda ausência de conflito é tranquilidade.
Às vezes, é silêncio forçado.
A pessoa não discute porque tem medo.
Não fala porque prevê reação.
Não discorda porque teme desgaste.
Não expressa incômodo porque já sabe que isso pode virar problema.
Por fora, parece tranquilidade.
Por dentro, é contenção.
Essa diferença é essencial.
A tranquilidade verdadeira descansa.
O silêncio forçado pesa.
A tranquilidade verdadeira permite presença.
O silêncio forçado exige vigilância.
A tranquilidade verdadeira não precisa esconder toda verdade.
O silêncio forçado depende de esconder o que importa.
Muitas relações parecem tranquilas apenas porque uma parte se acostumou a ceder, calar ou se adaptar.
O conflito diminui, mas não porque existe entendimento profundo.
Diminui porque uma pessoa aprendeu a não tocar nos pontos que poderiam revelar a verdade.
Extraído de
Volume I — Consciência
Capítulo 18 — Amor Não Exige Máscara