Quando a Escolha Começa a Reorganizar Vínculos
Quando uma pessoa começa a escolher com mais consciência, algo muda. Não apenas dentro dela. Muda também a forma como ela se relaciona com o mundo. Algumas respostas deixam de ser automáticas. Alguns “sins” deixam de sair por medo. Alguns limites começam a ser comunicados. Algumas decisões, antes adiadas, passam a ser assumidas com mais clareza. E, quando isso acontece, as relações ao redor também sentem. Porque nenhum vínculo existe fora das posturas que o sustentam. Toda relação carrega uma dinâmica. Uma forma de funcionar. Um jeito de conversar, de pedir, de ceder, de esperar, de reagir, de ocupar espaço. Com o tempo, essas dinâmicas parecem naturais. As pessoas se acostumam com determinados papéis. Acostumam-se com quem sempre aceita, com quem sempre procura, com quem sempre se explica, com quem sempre carrega, com quem sempre evita tensão.
Extraído de
Volume II — Responsabilidade e Escolha
Capítulo 7 — Afastamentos Necessários