A Liberdade Inicial de Não Fingir
Existe uma liberdade que começa antes de qualquer mudança externa.
A liberdade de não fingir.
Não fingir que está tudo bem quando algo já foi visto.
Não fingir que a repetição é coincidência.
Não fingir que a culpa está ajudando.
Não fingir que a dor não virou lente.
Não fingir que adiar não tem consequência.
Não fingir que a consciência não está pedindo algo.
Essa é uma liberdade inicial.
Silenciosa.
Interior.
Ela não resolve tudo.
Mas rompe uma camada importante.
A camada da autoenganação.
Muitas prisões internas continuam porque a pessoa aprendeu a fingir para si mesma.
Finge que não percebe.
Finge que não sente.
Finge que não sabe.
Finge que ainda precisa de mais provas.
Finge que o padrão não é tão forte.
Finge que a culpa é maturidade.
Finge que a ferida é apenas personalidade.
Fingir, por um tempo, pode parecer proteção.
Mas depois se torna afastamento de si.
A pessoa se distancia da própria verdade.
E esse distanciamento custa caro.
A decisão que liberta começa quando alguém decide não fingir mais diante da própria consciência.
Extraído de
Volume I — Consciência
Capítulo 6 — A Decisão Que Liberta