Ela Não Mata a Sensibilidade
Ela ensina a protegê-la melhor.
Ela não elimina a memória.
Ela coloca a memória em um lugar onde possa ensinar sem aprisionar.
Chegamos, então, à liberdade interior. A perda pode marcar, mas não precisa governar. Pode ser lembrada, mas não precisa ocupar todos os lugares. Pode ter sido importante, mas não precisa ser o nome inteiro da pessoa.
A liberdade interior nasce quando aquilo que acabou encontra um lugar dentro de nós sem impedir tudo que ainda pode viver.
Extraído de
Depois das Cinzas
Capítulo 16 — Depois das Cinzas, Ainda Há Vida