A verdade interna não precisa ser barulhenta

A verdade interna não precisa ser barulhenta.

Não precisa convencer todos.

Não precisa se defender o tempo todo.

Não precisa ser anunciada em voz alta antes de ser compreendida por dentro.

Algumas verdades começam baixas.

Quase silenciosas.

Como uma percepção que surge e permanece.

Como uma frase que já não sai da mente.

Como uma pergunta que retorna.

Como uma sensação de que algo perdeu sentido.

Como um incômodo que não desaparece com as explicações antigas.

A força dessa verdade não está no volume.

Está na permanência.

Se ela volta, talvez precise ser observada.

Se ela insiste, talvez esteja mostrando algo.

Se ela desmonta uma ilusão, talvez mereça espaço.

Muitas pessoas confundem verdade com certeza imediata.

Acreditam que, para algo ser verdadeiro, precisa aparecer com força absoluta, sem dúvida, sem medo, sem confusão.

Mas nem sempre é assim.

Às vezes, a verdade começa misturada à insegurança.

Começa tímida.

Começa como desconforto.

Começa como suspeita.

Começa como pergunta.

E ainda assim pode ser verdadeira.

Extraído de

Volume I — Consciência

Capítulo 17 — A Verdade Que Ninguém Vê