Tornando-se Familiar para Si Mesmo
Familiar para Si Mesmo
Existe uma sensação especial quando a pessoa começa a se reconhecer.
Quando começa a compreender suas escolhas.
Quando começa a compreender seus valores.
Quando começa a compreender sua própria direção.
Quando começa a perceber o que realmente combina com sua consciência.
Quando começa a entender os limites que precisa preservar.
Quando começa a enxergar os padrões que não deseja mais repetir.
Durante muito tempo algumas pessoas vivem distantes de si mesmas.
Vivem tentando corresponder às expectativas dos outros.
Vivem tentando seguir caminhos que não refletem sua verdade.
Vivem tentando sustentar identidades que não lhes pertencem.
Vivem tentando se encaixar em lugares que exigem abandono constante de si.
Vivem tentando agradar, provar, explicar e demonstrar.
Mas a evolução interior produz aproximação.
Aproximação entre a pessoa e sua própria consciência.
Aproximação entre seus valores e suas escolhas.
Aproximação entre sua identidade e sua forma de viver.
Aproximação entre aquilo que pensa, sente, escolhe e pratica.
Pouco a pouco surge familiaridade.
A pessoa já não se sente uma desconhecida para si mesma.
Começa a compreender suas motivações.
Começa a compreender seus limites.
Começa a compreender seus princípios.
Começa a compreender seus tempos.
Começa a compreender suas prioridades.
Começa a compreender aquilo que realmente deseja construir.
Essa familiaridade produz estabilidade.
Produz segurança.
Produz tranquilidade.
Porque a identidade deixa de ser algo confuso.
E passa a ser algo vivido.
Algo reconhecido.
Algo integrado à própria existência.
Sentir-se familiar para si mesmo não significa saber tudo.
Não significa nunca se contradizer.
Não significa eliminar todas as dúvidas.
Extraído de
Volume III — Evolução Interior
Capítulo 20 — A Liberdade de Ser Quem Você Se Tornou