Nem todo silêncio é maturidade
Nem todo silêncio é maturidade. Alguns silêncios são escolha consciente. Outros são fuga. Alguns preservam. Outros escondem. Alguns evitam impulsos. Outros mantêm verdades presas por tempo demais. O silêncio precisa ser observado. Porque, muitas vezes, aquilo que a pessoa evita não aparece em grandes acontecimentos. Aparece no que ela deixa de dizer. No que deixa de perguntar. No que deixa de admitir. No que finge não perceber. No que engole repetidamente. No que transforma em normal para não precisar tocar. Quando o silêncio nasce de consciência, ele pode ser útil. Ajuda a esperar o momento certo. Evita palavras impulsivas. Permite observar melhor. Mas, quando nasce de medo, começa a virar sintoma. Sintoma de culpa. Sintoma de insegurança. Sintoma de medo de rejeição. Sintoma de dificuldade de se posicionar. Sintoma de uma verdade que não encontrou espaço.
Extraído de
Volume I — Consciência
Capítulo 8 — O Que Você Ainda Evita