A consciência devolve proporção
A consciência devolve proporção.
Ela não nega a dor.
Mas também não permite que a dor ocupe tudo.
Ela não diminui o que aconteceu.
Mas impede que aquilo seja transformado em totalidade.
Ela não diz que a ferida não importa.
Mas pergunta se a ferida deve continuar no centro.
Essa é uma das funções mais importantes do Volume I.
Ajudar o leitor a enxergar com mais proporção.
Porque a dor, quando não é compreendida, tende a ocupar espaços desproporcionais.
Uma fase vira identidade.
Uma perda vira destino.
Uma rejeição vira regra.
Uma falha vira definição.
Uma relação vira prova sobre todas as relações.
Extraído de
Volume I — Consciência
Capítulo 5 — Dor Não É Identidade