Tenho Marcas, Mas Elas Não Precisam Governar Todos os Meus

Tenho marcas, mas elas não precisam governar todos os meus passos.

Tenho medos, mas eles não precisam decidir por mim.

Essa distinção é fundamental.

Enquanto a pessoa se confunde completamente com o próprio sofrimento, qualquer tentativa de mudança parece ameaça à própria identidade. Ela não sabe quem será sem aquele medo, sem aquela defesa, sem aquele papel, sem aquela forma antiga de sobreviver. Por mais estranho que pareça, algumas dores se tornam familiares a ponto de a pessoa ter medo de viver sem elas.

Extraído de

Caminhando na Escuridão

Capítulo 3 — O Sofrimento Que Ainda Não Foi Compreendido