A Maturidade de Respeitar Ritmos
Nem tudo possui o mesmo ritmo.
Nem tudo amadurece no mesmo tempo.
Nem tudo acontece na mesma velocidade.
A natureza ensina isso constantemente.
Algumas sementes germinam rapidamente.
Outras levam mais tempo.
Algumas árvores crescem depressa.
Outras levam anos para atingir sua força máxima.
A vida segue uma lógica semelhante.
Cada processo possui seu próprio ritmo.
Cada construção possui seu próprio tempo.
Cada aprendizado possui seu próprio ciclo de amadurecimento.
O sofrimento muitas vezes aumenta quando tentamos comparar ritmos diferentes.
Quando queremos que nossa jornada siga o tempo de outra pessoa.
Quando queremos que nossa evolução aconteça na velocidade das nossas expectativas.
Quando achamos que deveríamos estar mais adiantados apenas porque alguém parece estar.
A comparação de ritmos enfraquece a paz.
Porque faz a pessoa abandonar a própria construção para medir a vida pelo calendário alheio.
Mas ninguém vê o processo inteiro do outro.
Ninguém conhece todos os bastidores.
Ninguém sabe todas as renúncias.
Ninguém sabe todas as quedas.
Ninguém sabe todo o tempo que aquela construção levou antes de aparecer.
Por isso respeitar ritmos é uma forma de maturidade.
É reconhecer que sua vida possui uma trajetória própria.
Que sua consciência amadurece dentro de uma história específica.
Que seus processos internos precisam de tempo real.
Que suas mudanças precisam ser integradas com verdade.
Extraído de
Volume III — Evolução Interior
Capítulo 14 — O Tempo Também Faz Parte da Construção