O que Você Alimenta Cresce

O som da rua invade o cômodo sem pedir licença. É a primeira coisa que se nota, a camada mais espessa da realidade do momento. A mente segue o caminho de menor resistência, enredando-se no barulho, naquilo que se impõe. É um reflexo quase automático, o modo de operação de uma consciência ainda não deliberada.

Mas há outro som. A chuva no parapeito da janela. Para ouvi-la, é preciso mais que audição; é preciso um ato de consciência. É aqui que o processo de evolução interior se manifesta de forma concreta: na decisão sutil de desviar o foco do ruído dominante. O barulho da rua não cessa, mas perde o poder de nos definir. Ao escolher alimentar a escuta da chuva, nutrimos um espaço interno de quietude e discernimento. A paisagem interior deixa de ser um reflexo do que grita mais alto para se tornar um jardim cultivado pela intenção. O que alimentamos com nossa atenção é o que floresce em nós. Essa é a mecânica fundamental da nossa evolução.

Extraído de

Volume III — Evolução Interior

Capítulo 8 — O Que Você Alimenta Cresce