A geografia interior não consta nos mapas
Até que, no silêncio de um fim de tarde no novo endereço, o velho conhecido retorna. Não como um fantasma, mas como um traço de personalidade, uma reação automática, uma inquietação familiar. É o momento em que se percebe que a bagagem mais pesada não foi despachada; ela viajou por dentro. O clima que realmente importa não é o da nova cidade, mas o da própria alma.
Essa constatação, embora inicialmente desconcertante, é a verdadeira bússola. Ela aponta para o único território que vale a pena explorar: o de si mesmo. A maturidade não é chegar a um destino externo onde tudo funciona, mas aceitar o convite para a única viagem que pode, de fato, mudar a paisagem: a jornada para dentro.
Extraído de
Volume I — Consciência
Capítulo 1 — O Começo É Interno