A Coragem de Permanecer no Caminho
Um dos paradoxos da evolução interior é acolher com a mente a beleza austera da permanência e, ainda assim, se surpreender com o vazio que se instala quando o entusiasmo inicial se retira. A teoria, antes tão clara, torna-se um som distante, incapaz de preencher a ausência daquela força que impulsionou os primeiros movimentos. Aqui, o saber sobre o processo não conforta. É neste ponto que a evolução interior se revela em sua natureza mais honesta: ela deixa de ser um conceito para se converter em chão. Um chão por vezes árido, onde cada movimento é sustentado não pela empolgação, mas por uma memória silenciosa de propósito. A verdadeira profundidade da evolução interior não reside, portanto, no que se entende sobre a jornada, mas naquilo que se sustenta quando a compreensão parece não bastar.
Extraído de
Volume III — Evolução Interior
Capítulo 12 — A Coragem de Permanecer no Caminho